quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Impostômetro atinge R$ 1,5 trilhão e bate recorde

Nesta tarde de quinta-feira o painel que mede o volume de impostos pagos pelos contribuintes brasileiros - o impostômetro - da Associação Comercial de São Paulo alcançou o valor de R$ 1,5 trilhão arrecadados no Brasil em 2011. O impostômetro encontra-se afixado na sede da ACSP, no centro da capital paulista e mede a quantidade de impostos que o brasileiro paga por ano em tributos municipais, estaduais e federais.




http://www.impostometro.com.br

2 comentários:

  1. Não entendo muito disso mas vou buscar outras fontes:

    Evolução da Carga Tributária no Brasil
    Em 1947 = 13,8% do PIB;
    Em 1965 = 19% do PIB;
    Em 1970 = 26% do PIB;
    Em 1986 = 26,2% do PIB;
    Em 1988 = 26,4% do PIB;
    Em 1990 = 30,5% do PIB;
    Em 1991 = 25,21% do PIB;
    Em 1992 = 25,85% do PIB;
    Em 1993 = 25,72% do PIB;
    Em 1994 = 29,46% do PIB;
    Em 1995 = 37,3% do PIB;
    Em 1996 = 28,97% do PIB;
    Em 1997 = 29,03% do PIB;
    Em 1998 = 29,74% do PIB;
    Em 1999 = 32,15% do PIB;
    Em 2000 = 33,18% do PIB;
    Em 2001 = 34,7% do PIB;
    Em 2002 = 36,45% do PIB;
    Em 2003 = 34,92% do PIB;
    Em 2004 = 35,88% do PIB;
    Em 2005 = 37,37% do PIB;
    Em 2006 = 34,23% do PIB.
    Em 2007 = 35,3% do PIB.
    Em 2008 = 36,54% do PIB.
    Em 2009 = 34,85% do PIB.
    Em 2010 = 35,04% do PIB.

    Era Ditatorial e Transição.
    Começou com 19%, teve as maiores variações dos períodos- o que indica sonegação – e terminou com 28,97%.

    Era FHC como presidente.
    Começou com 37.3%, teve variação intensa – o que indica sonegação - e terminou com 36,45%.

    Era Lula como presidente.
    Começou com 34,92% e terminou com 35,04 %, sendo o período mais estável, com pouquíssima variação. Foi o período em que mais cresceu a arrecadação, mas com a mesma evolução do PIB, o que demonstra que o percentual (números relativos) foi mais ou menos constante!

    Carga tributária por países.
    Olhando a tabela de carga tributária colocada na Wikipédia, podemos deduzir que estamos na média dos encargos dos países desenvolvidos e do BRIC. Se olharmos para os que estão abaixo do valor veremos que sua situação econômica tem também desempenho abaixo do nosso!

    CONCLUINDO

    Falácia 1 – A carga tributária está subindo!
    Não é a carga tributária que está subindo. O valor arrecadado mostrado pelo Impostômetro está subindo por que o PIB está subindo. Está estável em números percentuais!

    Falácia 2 – O Brasil tem a maior carga de impostos do mundo (assertiva que se retira da gritaria do PIG e Empresas).
    Não há almoço grátis (alguém já disse isso). E esse almoço tem como prato principal as ajudas (socialização dos prejuízos) de empresas, agricultura e bancos. Pela tabela estamos na média.

    Falácia 3 – A culpa é do governo que aí está.
    Olhando os três períodos de governanças, o único que não subiu absurdamente foi o governo do PT.

    Artigo completo em: http://www.luisnassif.com/forum/topics/impost-metro-vamos-acabar-com-as-fal-cias

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  2. Marco Túlio Motta,

    Obrigado pelo seu comentário. Assunto excelente que deve ser acompanhado de uma cerveja bem gelada, uma cachacinha Vale do Jequitinhonha e um bom tira-gosto.


    O impostômetro realmente mostra o crescimento da arrecadação em valores absolutos. O que não aparece é a distribuição desta arrecadação entre União, Estados e Municípios. Durante as crises 2008 e 2011 a responsabilidade em aplicar políticas fiscais ocorreu somente em cima da União - redução de IPI para automóveis, material de construção civil e eletrodomésticos. Aumentos das faixas de contribuição para o IRPF.

    Nenhum estado da federação ou município propôs concretamente reduzir impostos para minimizar o impacto da crise econômica mundial.

    Analisando os fatos, quem aumentou a carga tributária foram as demais esferas do governo.

    Devemos nos preocupar com a carga arrecadada (porcentagem do PIB) em relação aos gastos. Empenhar a maior parte com custeio e pessoal complica, pois para novos investimentos - infraestrutura, pesquisa, educação, segurança, transporte e mobilidade - exige do estado novo endividamento, uma vez que o restante do imposto arrecadado não é suficiente.

    Também acho complicado quando especialistas em finanças e tributaristas recomendam aumentar impostos para compensar a sonegação. As classes C, D e E são duramente penalizadas em matéria tributária no Brasil sempre que a proposta é aumentar os impostos. Fácil de explicar esta situação: o modelo tributário nosso prioriza a produção e o consumo, ao invés da renda.

    Marcelo Mendonça

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