Excelente notícia
publicada na internet pela Carta Capital em 18/01/2012 comprova a inclusão
econômica no Brasil.
Classe C é a que
mais compra roupas, diz pesquisa
A Classe C foi a responsável por quase metade dos gastos
com roupas no País em 2011, superando as demais classes sociais nesse
quesito. Segundo pesquisa do Instituto Data Popular, as Classes A e B, juntas,
foram responsáveis por 33,6% das compras, enquanto a C responde por 48,4%. As
camadas mais baixas (D e E) representam 18% do total.
O estudo mostra também que os brasileiros tem gasto cada
vez mais com sua vestimenta. Desde 2002, esse mercado cresceu 68,4%, atingindo
72,9 bilhões de reais. Uma das razões para o fenômeno pode estar na importância
que a moda tem para a maioria das pessoas.
A pesquisa pontou que 54,3% das mulheres acreditam que
“é importante estar na moda”, ante 50,4% dos homens. Para a elite, essa
afirmação é ainda mais importante: 56% de pessoas dessa classe responderam
“sim” a pergunta. Nas classes emergentes, esse valor foi de 49,4%. Na classe média,
52,1%.
Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular, afirma
que esses números podem ser explicados pelo pensamento funcional que a Classe C
tem em relação a moda.
Para as pessoas dessa classe social, as roupas
relacionam-se às ambições profissionais. “Esta mulher pensa que para
alcançar melhores postos no mercado de trabalho precisa estar bem
apresentável, e aí entra a necessidade da moda em suas vidas”, diz.
Os hábitos de consumo, no entanto, são diferenciados de
acordo com cada classe social. Nas classes mais altas, a maior parte das
pessoas compra suas roupas em shoppings. Na elite, esse valor é de 77,7%. Já as
classess emergentes (D e E) frequentam mais as lojas de ruas, efetuando 58,5%
das compras nesses locais. A Nova Classe Média consome prioritariamente em
shoppings (61,7%), seguido por lojas de departamento (52,7%).
O peso das marcas das roupas também difere na
preferência das várias classes. Nas camadas altas, mais pessoas afirmaram
gostar de usar roupas de marca, com 70,5% das respostas. Na classe emergente,
esse valor é de 58,7%. Para Meirelles, enquanto a marca para a nova classe
média é fator de inclusão, para as classes altas é fator de exclusividade.
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