Educação
para o Consumo – www.idec.org.br
Planejamento
e cortes de gastos desnecessários são essenciais para garantir estabilidade
financeira e evitar endividamento durante o ano
Chega o mês
de janeiro e as despesas aumentam significativamente. Gastos com o IPVA
(Imposto sobre a Propriedade de Veículos), IPTU (Imposto Predial Territorial
Urbano), despesas com viagens de férias, matrícula e material escolar dos
filhos chegam logo após o período de festas, testando a capacidade dos
consumidores na administração das finanças.
Além do
planejamento, essencial nessa época do ano, são necessárias outras práticas que
possibilitam uma administração saudável do orçamento. Entre elas, está a de
realizar o máximo possível de compras à vista, evitando parcelamentos,
pesquisar e pedir descontos sempre e, se for necessário parcelar, estar atento
às taxas de juros - além do valor das parcelas. Também é válido procurar poupar
pelo menos 10% do salário, para que haja uma reserva para possíveis
imprevistos.
Gerencie as
dívidas
O primeiro
passo para uma melhor administração das finanças no início do ano é
contabilizar tudo o que é gasto durante o mês, juntamente com sua renda ou a
renda total da família. Após essa organização, é hora de verificar qual a
melhor alternativa para pagar cada uma das contas. Vale lembrar que o uso do
13º salário para quitar as dívidas também é uma boa opção.
Procure
priorizar as contas com datas de vencimento mais próximas e também as que
cobram juros muito altos - como cartão de crédito e cheque especial. Além das
contas extras do primeiro mês do ano, as contas de despesas essenciais, como
água, luz, telefone e transportes se mantêm e é bom não esquecer delas! Para
isso, uma lista pode ser a solução.
O Idec
elaborou uma planilha na qual podem ser registradas
as suas principais despesas, ajudando na organização de suas finanças.
Atenção ao
orçamento
Colocar na
ponta do lápis todos os ganhos e gastos é importantíssimo, assim como a prática
de priorizar o pagamento de contas de acordo com a data de vencimento e as que
cobram juros muito altos em casos de atraso. Além disso, fique de olho nos
gastos desnecessários, responsáveis por desviar grande parte do orçamento.
Para quem
possui filhos em idade escolar, existe também a preocupação com a matrícula e o material escolar . Como
muitas escolas não dão a opção de parcelar a matrícula, a opção do consumidor é
estar atento às exigências feitas pelas escolas, pois não é raro haver
abusos.
Primeiramente,
a pesquisa de preços é essencial para que não hajam gastos desnecessários.
Compare marcas e estabelecimentos e fique atento, principalmente, aos preços
dos livros didáticos, que costumam pesar mais no bolso. Nesse caso, prefira
comprá-los diretamente da editora. Outra boa sugestão é não levar os filhos na
hora das compras, pois eles podem querer materiais com estampas de personagens
licenciados, que acabam saindo muito mais caros.
Para tentar
economizar um pouco mais, uma boa dica é reunir um grupo de pais e comprar o
material em papelarias que vendem em atacado. O Idec ainda alerta que as
escolas não podem exigir materias de limpeza ou de higiene pessoal nas listas,
nem de uma marca específica, e muito menos obrigar que a compra do material
seja feita em determinada loja.
Quanto à
matrícula, muitas escolas a cobram como uma 13º parcela. O Idec considera a
prática abusiva, pois a taxa já deveria estar incluída no valor da semestralidade
ou anuidade, e diluída nas parcelas durante o ano ou semestre.
www.doiscamelos.com.br - esse é o futuro (ou o passado retornando?!)
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