Por Marcelo P. de Mendonça
O Brasil não pode, unilateralmente, romper o
acordo automotivo com o México, em vigor desde 2002. Para isso, precisará
contar com o apoio da Argentina, Paraguai e Uruguai.
No acordo existe um artigo que define como
"partes contratantes" do documento Mercosul e México.
O artigo refere à possibilidade de rompimento em
que a parte contratante que desejar denunciar este acordo deverá comunicar sua
decisão à outra parte com 60 dias de antecedência. Após o anúncio, a intenção de
romper a parceria se mantém por um ano antes de ser interrompido
definitivamente.
Outra grande barreira para o Governo brasileiro será
o lobby e a oposição das grandes montadoras. É possível o anúncio de novos projetos na Argentina e Uruguai para os próximos anos em troca de apoio.
Os principais modelos vendidos no Brasil vindos
do México são: Fusion (Ford), Fiat 500 e Freemont (Fiat), Jetta (Volkswagen),
Captiva (GM) e March, Sentra, Tiida e Versa (Nissan).
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