Do UOL, em São Paulo
O Produto Interno Bruto (PIB, que mede as riquezas
produzidas no país) da Grécia teve forte queda de 7% no quarto trimetre de 2011
em relação ao mesmo período de 2010, segundo as primeiras estimativas
publicadas nesta terça-feira pelo escritório de estatísticas grego.
Essa queda acontece depois de um retrocesso de 5% no
terceiro trimestre, também em comparação com igual período de 2010.
O orçamento para 2011 previa uma queda de 5,5% que
deve prolongar-se em 2012 pelo quinto ano consecutivo.
Em Portugal, também houve queda no PIB, que registrou
contração de 1,5% em 2011 e de 1,3% no quarto trimestre em relação ao trimestre
anterior, segundo dados provisórios divulgados pelo Instituto Nacional de
Estatísticas (INE).
Esses dados são melhores que os previstos pelo governo
e o Banco de Portugal, de uma contração de 1,6% do PIB tanto anual como
trimestral.
No período outubor-dezembro, o retrocesso foi de 2,7%
se comparado com o mesmo período de 2010.
Em todo caso, com o país agora sofrendo seu quinto ano consecutivo de recessão (ou depressão), continua quase impossível ver como a Grécia poderá alcançar algo próximo da escala de redução da dívida fixada pela troica nos próximos anos. Primeiro, a meta depende de o governo grego cumprir sua parte do acordo, continuando a implementar cortes orçamentários acentuados nos próximos anos. Uma eleição geral provavelmente ocorrerá em abril próximo, e não está garantido que o novo governo continue comprometido com as condições da ajuda, apesar de promessas por escrito de líderes partidários.
ResponderExcluirVários governos gregos já implementaram profundos cortes de gastos públicos e aumentos de impostos acentuados, mas o impacto negativo da austeridade sobre a atividade econômica resultou inevitavelmente em um histórico de metas e prazos perdidos. A oposição à austeridade fiscal cresceu significativamente no país em meio ao alto desemprego, que atingiu cerca de 21% no final de 2011, e particularmente o desemprego jovem (que se aproxima de 50%). A atual e quase exclusiva ênfase para a austeridade fiscal continuará alimentando a inquietação social, igualmente contra os políticos do país e contra os credores.
No entanto, mesmo que as autoridades gregas — ao contrário da experiência anterior — honrem suas promessas e façam um esforço monumental para implementar essa austeridade fiscal draconiana, poderá não adiantar nada, e até ser contraproducente. A extensão pretendida do arrocho fiscal é incompatível com o restabelecimento do crescimento que seria necessário para o êxito da consolidação fiscal.
Prezado Fernando Nolasco,
ExcluirObrigado pelo seu comentário.
Pelo cenário descrito na reportagem e no seu comentário, podemos ver que não será fácil a vida da Grécia nos próximos anos. Recessão e depressão econômica parecem ser destino certo para os gregos. Outras economias européias também parecem querer seguir o mesmo caminho.