sábado, 11 de fevereiro de 2012

EUA precisam de política para recuperar setor de habitação, diz Bernanke


10/02/2012

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado

WASHINGTON - O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmou que são necessárias novas políticas para ajudar a recuperar o mercado de habitação dos EUA. "Precisamos continuar desenvolvendo e implementando políticas que auxiliem o setor de moradia a se reerguer", afirmou a autoridade durante um discurso preparado para a Associação Nacional de Construtores de Moradias do país.
Os preços das residências caíram aproximadamente 30% nos EUA num período de cinco anos e foram executadas hipotecas de aproximadamente 1,9 milhão de moradias nos últimos dois anos. Esses fatores, entre outros, ecoaram negativamente na economia. "As condições do setor de moradia são um grande obstáculo a uma recuperação mais acelerada", disse Bernanke.
Os comentários do presidente do Federal Reserve representam a pressão mais recente do banco central norte-americano sobre os congressistas dos EUA para que sejam adotadas medidas para sanar o mercado de habitação. Ontem, o governo do país anunciou um acordo com cinco bancos que estavam sendo investigados por práticas abusivas em relação à execução de hipotecas. As instituições financeiras envolvidas aceitaram sofrer sanções que devem somar cerca de US$ 26 bilhões entre pagamentos em dinheiro e reestruturações de empréstimos.
Bernanke reconheceu os esforços recentes do governo, mas disse que alguns norte-americanos não conseguirão pagar suas hipotecas mesmo com modificações drásticas nos termos dos empréstimos. Segundo ele, há outras formas para lidar com a situação do setor de habitação. Uma delas seria alugar os imóveis tomados por bancos e que estão vazios. "Com os preços das moradias caindo e os aluguéis subindo, pode fazer sentido em alguns mercados", acrescentou.
Segundo Bernanke, o aperto no crédito bancário continua afetando a economia dos EUA e o Federal Reserve está "intensamente concentrado" em melhorar essas condições.
"Até certo ponto, o aperto no crédito é esperado. Sabemos que os requerimentos de crédito ficaram muito frouxos antes da crise e que ele era sem dúvida necessário para a segurança dos bancos, do sistema financeiro e dos tomadores de empréstimo", disse, ressaltando, porém, que talvez esse aperto tenha ido longe demais. As informações são da Dow Jones.

Nenhum comentário:

Postar um comentário