6 de
fevereiro de 2012 | 13h35
por Paul
Krugman
Hoje
é fato aceito que o destino da economia dos Estados Unidos nos próximos três
trimestres – e também as chances de reeleição de Obama – dependem dos eventos
na Europa. Portanto, talvez seja um bom momento para expressar um certo
ceticismo.
O
mapa acima – tirado daqui
– nos revela que no total, as exportações para a Europa representam apenas 2%
do Produto Interno Bruto (PIB). Alguns Estados, particularmente a Carolina do
Sul, estão mais expostos (possivelmente por causa de fábricas de montadoras
europeias instaladas lá). Mas, de qualquer maneira, Obama não vencerá na
Carolina do Sul. E num sentido mais amplo, mesmo uma queda brusca das
exportações para a Europa só terá um pequeno impacto direto sobre a demanda.
OK,
um alerta: a medida acima é apenas das exportações de produtos, e devemos
aumentar a porcentagem talvez em 25% para levar em conta os serviços. Além
disso, as exportações não são o único canal: se a situação na Europa provocar
um evento tipo Lehman, transtornando os mercados financeiros em todo o mundo,
tudo muda completamente.
E
preciso dizer que existe um quebra-cabeça antigo envolvendo os ciclos
econômicos em todo o mundo – as economias funcionam em sintonia mais do que é
explicado pelos vínculos concretos em forma de exportações.
Com tudo
isso, no entanto, ainda é bastante duvidoso se a iminente recessão na Europa
terá realmente um impacto muito negativo aqui. Uma desvinculação não se
sustentou em 2008-2009, mas foi um desastre memorável. Desta vez pode ser
diferente.

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