DA REUTERS, EM FRANKFURT E EM
PARIS
A unidade europeia da General
Motors, Opel, anunciou nesta quarta-feira que o grupo norte-americano formou
uma parceria estratégica global com a francesa PSA Peugeot Citröen, com foco no
compartilhamento de plataformas de veículos e em compras conjuntas.
As montadoras afirmaram que a
PSA vai levantar cerca de 1 bilhão de euros em um aumento de capital e que a GM
vai ficar com uma participação de 7% no grupo francês.
As empresas vão explorar áreas
para novas cooperações, como logística integrada e transporte.
General Motors e PSA esperam
que as sinergias a serem criadas com a aliança sejam de US$ 2 bilhões
anualmente dentro de cerca de cinco anos.
CRÍTICAS
O acordo, que acontece em um
momento no qual a Peugeot e a Opel, da GM, enfrentam fracas vendas e capacidade
ociosa na Europa, tem sido alvo de ceticismo por analistas e investidores.
"Este não é o tipo de
solução que precisamos ver no mercado europeu, onde a capacidade tem que ser
reduzida", disse o analista Erich Hauser, do Credit Suisse, em relatório.
Como a Peugeot, a Opel batalha
para reverter as perdas na Europa, desencadeadas pela queda nas vendas de
veículos na região e forte concorrência de preços.
As operações europeias da GM
perderam US$ 747 milhões no ano passado, enquanto a divisão principal da
Peugeot ficou 497 milhões de euros negativa na segunda metade do ano.
O governo francês esperava por
informações da Peugeot sobre o plano de aliança com a GM.
O regulador de mercados
francês AMF pediu, na terça-feira, que a montadora fizesse um comunicado
rapidamente para confirmar ou negar relatos sobre a aliança com a GM e um
aumento de capital, mas a Peugeot ainda não o havia feito.
Na semana passada, a empresa
francesa confirmou ter conversas para uma aliança em andamento, mas não
identificou quem seria o potencial parceiro.
A família Peugeot, que detém
pouco mais de 30% da montadora, indicou que não se oporia a alguma diluição de
sua participação, desde que permaneça como principal acionista.
HESITAÇÃO
Mais cedo, as negociações
quase chegaram a fracassar, após a GM hesitar diante de críticas de
investidores, disse uma fonte com conhecimento das discussões. A montadora de
Detroit não estaria completamente convencida pela proposta colocada à mesa,
disse a fonte.
Uma intensa avaliação pública
também estaria minando um delineamento de um acordo.
As ações da GM caíram 4,4%
desde que o plano foi primeiramente relatado por um jornal francês em 21 de
fevereiro, enquanto as da Peugeot avançaram 6,6%.
Na semana passada, a empresa
francesa confirmou ter conversas para uma aliança em andamento, mas não
identificou quem seria o potencial parceiro.
A família Peugeot, que detém pouco mais de 30%
da montadora, indicou que não se oporia a alguma diluição de sua participação,
desde que permaneça como principal acionista.
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