Reuters – 10/02/2012
As importações da China tiveram em janeiro a
maior queda desde as profundezas da crise financeira global, gerando preocupação
de que a demanda possa estar ainda mais fraca que o previsto, apesar da
influência sobre os dados do fechamento das fábricas para o ano novo
lunar.
As importações desabaram 15,3% em relação a
janeiro do ano passado -a maior baixa desde agosto de 2009. As exportações
diminuíram 0,5%, no pior resultado desde novembro de 2009, segundo dados
oficiais divulgados nesta sexta-feira.
Embora gerem temor sobre a resiliência da
demanda doméstica, que tem protegido a segunda maior economia do mundo da piora
das exportações, os dados também são um alerta para a capacidade da China em
sustentar a frágil economia global.
"Uma queda de mais de 15% em janeiro não
pode ser integralmente explicada pelo calendário lunar, e reforça a opinião de
que a produção econômica está mais lenta que os indicadores podem
sugerir", disse Ren Xianfeng, economista da IHS Global em Pequim.
Ainda assim, as distorções causadas pelo ano
novo lunar deixarão as autoridades hesitantes em agir rapidamente. Analistas
esperam que os formuladores de políticas avaliem os números de janeiro e
fevereiro combinados antes de decidir se o ligeiro afrouxamento atual deverá
ser intensificado.
A grande queda das importações, combinada com o
declínio menor das exportações, deixou a China com um superavit comercial de
US$ 27,3 bilhões em janeiro, o maior em seis meses, contrariando expectativas
de uma redução.
As exportações para a União Europeia, maior
mercado da China, caíram 3,2% em janeiro, no primeiro declínio desde fevereiro
do ano passado.
Os embarques para os Estados Unidos subiram
5,5%, desacelerando após a alta de 11,9% registrada em dezembro e marcando o
menor ritmo desde fevereiro de 2010.
(Por Aileen Wang e Kevin Yao)
Nenhum comentário:
Postar um comentário