quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

“Picuinha”: MPF versus BC - polêmica na inscrição "Deus seja louvado" nas cédulas de real






A reportagem publicada hoje (15/02/2012), no Correio Brasiliense, confirma que o Ministério Público Federal (MPF) decidiu comprar uma briga com o Banco Central. O motive é a inscrição “Deus seja louvado” estampada em todas as cédulas de real.

Argumenta-se que é inadmissível que um Estado laico insista em imprimir o dinheiro que circula pelo país com uma frase religiosa.

O BC e da Casa da Moeda disseram que apenas cumprem o que determina o Conselho Monetário Nacional (CMN), responsável por definir as regras de funcionamento do sistema financeiro do país.

A menção de Deus nas cédulas de real tem origem no Plano Cruzado, lançado em 1986 pelo então presidente José Sarney e seu ministro da Fazenda, Dilson Funaro. Segundo o BC, não houve questionamentos sobre o assunto anteriormente. Nos Estados Unidos, de maioria protestante, tal polêmica se arrastou por anos, até que o Congresso de lá decidiu manter nas notas de dólar a expressão “Em Deus acreditamos” (In God we trust).

Por que não discutiram isso em 1986, ou novamente em 1994?

Será que o MPF não tem outras coisas mais importantes para priorizar?

2 comentários:

  1. Fernando Mendes Nolasco16 de março de 2012 às 11:34

    Marcelo, o Ministério Público deveria praticar a sua verdadeira missão e atribuições previstos no artigo 129 da Constituição Federal, dentro do capítulo "Das funções essenciais à Justiça". Católico praticante, o procurador considera que religião e Estado devem ser mantidos separados, conforme reza a Constituição do Brasil, promulgada em 1988. “Nada justifica essa menção no dinheiro. Estado e religião têm que estar separados, bem distantes”, esta é a visão deste.
    O Banco Central apenas cumpre as normas e ordens do Conselho Monetário Nacional.
    Nosso Estado é LAICO, o MPF deve procurar coisas mais sérias para preocupar-se e não tentar aparecer com situações sem importância.

    Grande Abraço.

    Fernando Mendes Nolasco

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    1. Fernando,
      Concordo com você. O Estado deve se manter afastado de determinados assuntos. O erro foi justamente incluir a frase no dinheiro. Isso que dá copiar o que outros países fazem.
      O MPF tem trabalho mais importante para se ocupar.
      Grande abraço.
      Marcelo Mendonça

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