A reportagem
publicada hoje (15/02/2012), no Correio Brasiliense, confirma que o Ministério
Público Federal (MPF) decidiu comprar uma briga com o Banco Central. O motive é
a inscrição “Deus seja louvado” estampada em todas as cédulas de real.
Argumenta-se
que é inadmissível que um Estado laico insista em imprimir o dinheiro que
circula pelo país com uma frase religiosa.
O BC
e da Casa da Moeda disseram que apenas cumprem o que determina o Conselho
Monetário Nacional (CMN), responsável por definir as regras de funcionamento do
sistema financeiro do país.
A
menção de Deus nas cédulas de real tem origem no Plano Cruzado, lançado em 1986
pelo então presidente José Sarney e seu ministro da Fazenda, Dilson Funaro.
Segundo o BC, não houve questionamentos sobre o assunto anteriormente. Nos
Estados Unidos, de maioria protestante, tal polêmica se arrastou por anos, até
que o Congresso de lá decidiu manter nas notas de dólar a expressão “Em Deus
acreditamos” (In God we trust).
Por que não discutiram isso em 1986, ou novamente em 1994?
Será que o MPF não tem outras coisas mais importantes para priorizar?


Marcelo, o Ministério Público deveria praticar a sua verdadeira missão e atribuições previstos no artigo 129 da Constituição Federal, dentro do capítulo "Das funções essenciais à Justiça". Católico praticante, o procurador considera que religião e Estado devem ser mantidos separados, conforme reza a Constituição do Brasil, promulgada em 1988. “Nada justifica essa menção no dinheiro. Estado e religião têm que estar separados, bem distantes”, esta é a visão deste.
ResponderExcluirO Banco Central apenas cumpre as normas e ordens do Conselho Monetário Nacional.
Nosso Estado é LAICO, o MPF deve procurar coisas mais sérias para preocupar-se e não tentar aparecer com situações sem importância.
Grande Abraço.
Fernando Mendes Nolasco
Fernando,
ExcluirConcordo com você. O Estado deve se manter afastado de determinados assuntos. O erro foi justamente incluir a frase no dinheiro. Isso que dá copiar o que outros países fazem.
O MPF tem trabalho mais importante para se ocupar.
Grande abraço.
Marcelo Mendonça