sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Rapidinhas de sexta-feira (I)


Gasto do brasileiro no exterior sobe 12,3% em janeiro e atinge US$ 1,9 bi

Segundo o Banco Central, os gastos dos brasileiros no exterior voltaram a crescer em janeiro, estimulados pelas férias escolares e dólar valorizado. É o 2º maior gasto desde 1947 e 3 vezes maior que a despesa do estrangeiro no País.


Governo propõe licitações de 10 anos para manutenção de rodovias federais

O governo Dilma Rousseff quer agora firmar concessões de longo prazo com a iniciativa privada para a manutenção de estradas federais. O formato de parcerias público-privadas (PPPs), por períodos mínimos de dez anos. A proposta é reduzir os custos e melhorar a eficiência dos serviços, atualmente precários e mal fiscalizados.

O Dnit descarta a cobrança de pedágio. Um dos motivos é que a maioria das estradas brasileiras não tem movimento suficiente para que a manutenção seja custeada pelo pagamento de tarifas.

Este modelo é adotado em Portugal, Inglaterra, Noruega e França.


Infraestrutura precária eleva custo logístico em R$ 17 bi para a indústria

Pesquisa da Fiesp com 1.211 empresas mostra como a deficiência de estradas, portos e ferrovias reduz a competitividade da indústria.

Da China até o Brasil, um contêiner percorre cerca de 17 mil quilômetros (km) numa viagem que pode durar 35 dias de navio. O transporte de cada unidade até o Porto de Santos fica em torno de US$ 1,2 mil (R$ 2 mil), dependendo do tamanho da embarcação e das negociações com os armadores. Dali até a capital paulista são apenas 77 km, quase nada diante da viagem feita desde o Oriente. O impressionante é que o custo é o mesmo.

A movimentação de carga entre Santos e São Paulo custa cerca de R$ 2 mil por container.
De acordo com a FIESP, a infraestrutura precária tem provocado uma expansão sem limites nos custos logísticos, que corroem a rentabilidade das companhias. As empresas têm uma despesa anual extra de R$ 17 bilhões por causa das péssimas condições das estradas, burocracia (e sucateamento) nos portos, falta de capacidade das ferrovias e gastos com armazenagem.

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