29
de março de 2012 | 12h16
por Sílvio
Guedes Crespo - Estadão.com.br
O
Brasil, país em tese capitalista, aparece atrás da China, nação autoproclamada
comunista, em um ranking mundial sobre propriedade privada.
A
edição de 2012 do Índice
Internacional dos Direitos de Propriedade, que classifica 130
países, coloca o Brasil
na 62ª posição (duas acima da edição de 2011) e a China
na 57ª. Foram estudados 130 países.
Os
três que mais respeitam a propriedade são os nórdicos Finlândia,
Suécia
e Noruega.
Os Estados
Unidos são apenas o 18º (veja
a lista completa aqui).
Classificação
Nesse
ranking, os pesquisadores dão nota de 0 a 10 a três itens: ambiente político e
legal, direitos de propriedade material e direitos de propriedade intelectual.
No caso do Brasil, a média final foi de 5,4 neste ano.
Na
comparação com outros países, o item em que o Brasil se sai melhor é o
referente aos direitos de propriedade intelectual, que coloca o País na 53ª
posição (duas acima do ano passado).
No
entanto, foi na questão da propriedade material que o País mais melhorou,
passando de 90º lugar para 84º. Em termos de ambiente político e legal, o
Brasil subiu do 63º lugar para o 60º.
Esses
três grandes itens são divididos em diversos subitens. Entre estes, o País teve
melhora mais significativa em “acesso ao crédito” (subiu 17 posições), na
“proteção aos direitos de propriedade material” (11) e em “Estado de Direito”
(10).
O
País desceu, em comparação com outros, nos subitens “estabilidade política”
(caiu 5 posições) e “registro de propriedade” (duas).
Brics
Até
2010, o Brasil ainda estava à frente da China. Porém, o país asiático já vinha
subindo consistentemente nos últimos anos, até que, em 2011, passou o
latino-americano. A nota do Brasil também tem melhorado, mas em ritmo mais
lento.
Do
grupo de emergentes chamado Brics, a África do Sul lidera, seguida por China,
Brasil e Índia (empatados) e por último Rússia.
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