21 de Março de 2012 • 15h38 • atualizado
15h51
Se a
jornada de trabalho fosse reduzida, mais de 60% dos trabalhadores dedicariam o
tempo livre a outras atividades. Essa é uma das constatações de um estudo do
Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) sobre o trabalho e o tempo
livre, divulgado nesta quarta-feira. Para 39,5% dos entrevistados, o tempo
dedicado ao trabalho compromete a qualidade de vida. Para esse grupo, o
trabalho provoca cansaço e estresse (13,8%); compromete as relações amorosas e
a atenção à família (9,8%); prejudica estudo, lazer e práticas esportivas
(7,2%) e afetar as relações de amizade (5,8%).
O Ipea
entrevistou 3.796 pessoas que moram em áreas urbanas das cinco regiões do país,
todas com mais de 18 anos de idade e que exerciam alguma atividade remunerada
na semana de referência da pesquisa. O estudo mostra que 63,8% dos
trabalhadores usariam o tempo livre com a redução da jornada para atividades
não ligadas ao trabalho, enquanto que 36,2% não sentiriam diferença porque
cumprem jornada de trabalho superior as 44 horas semanais previstas na
legislação.
Entre os
que usariam o tempo livre para outras atividades, 24,9% se dedicariam à família
e às tarefas de casa; 12,3% dariam prioridade aos estudos; 12,3% usaria o tempo
livre para descansar e 5,7% aproveitariam esse tempo para se divertir ou
praticar esportes. O estudo mostra ainda que 45,4% dos entrevistado têm
dificuldade para se desligar totalmente do trabalho ao fim da jornada diária.
Argumentam
que precisam ficar de prontidão para fazer alguma atividade extraordinária
(26,0%); planejar ou desenvolver alguma atividade de trabalho usando a internet
ou o telefone celular (8%); ou que precisam aprender mais sobre o próprio
trabalho (7,2%). Há ainda quem informa ter outros trabalhos remunerados (4,2%).
Agência
Brasil
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