07/04/2012
Do G1, em São
Paulo
A diretora-gerente
do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine
Lagarde, afirmou que não é certo que a Grécia consiga evitar a falência e que pode ser
forçada a sair da União Europeia, apesar das medidas de austeridades impostas
ao país.
“Ainda há remédios
para serem tomados. E é isso que está acontecendo na maioria dos países do sul
da zona do euro no momento, junto com a Irlanda”, disse Lagarde em entrevista
ao programa “60 Minutes”, da rede CBS, que será transmitido neste domingo (8).
O programa também entrevistou o ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang
Schaeuble.
Em entrevista à
BBC no fim de março, a chanceler alemã, Angela Merkel, considerou que seria catastrófico permitir que a Grécia abandonasse a zona do euro, que se
veria "incrivelmente fragilizada". "Tomamos a decisão de fazer
parte de uma união monetária. É uma decisão não apenas monetária, mas também
política", declarou Merkel.
A Grécia fechou
dois planos de resgate financeiro com a União Europeia e o FMI. No fim de
fevereiro, os ministros das Finanças da zona do euro aprovaram um novo pacote
de resgate financeiro para o país com a finalidade de evitar o calote da
dívida.
Em 6 de maio, a
Grécia deve realizar as eleições após um acordo de swap de títulos, que busca
reduzir sua grande dívida e permitir um resgate de 130 bilhões de euros. O
empréstimo reduzirá a carga da dívida da Grécia e permitirá que o país
permaneça na zona do euro, embora sob um grau de controle externo e
fiscalização muito maior.
O segundo resgate
grego permitirá à Atenas reduzir sua dívida dos atuais 160% para 117% de seu Produto
Interno Bruto (PIB) em 2020, abaixo do percentual de 120,5% previsto
inicialmente pelos parceiros internacionais. Os cálculos são da troika, formada
pela Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central
Europeu.
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