30/04/2012
- 20h32
por Carolina Pimentel -
Repórter
da Agência Brasil
Brasília – No
pronunciamento transmitido em rede de rádio e televisão para comemorar ao Dia
do Trabalho (1º de maio), a presidenta Dilma Rousseff cobrou dos bancos
privados mais esforços para reduzir as taxas de juros cobradas em empréstimos,
cartões de crédito e no cheque especial. E aconselhou o brasileiro a procurar
os bancos que ofereçam as taxas mais baixas.
“É inadmissível
que o Brasil, que tem um dos sistemas financeiros mais sólidos e lucrativos,
continue com um dos juros mais altos do mundo. Esses valores não podem
continuar tão altos. O Brasil de hoje não justifica isso. Os bancos não podem
continuar cobrando os mesmos juros para empresas e para o consumidor, enquanto
a taxa básica Selic cai, a economia se mantém estável e a maioria esmagadora
dos brasileiros honra com presteza e honestidade os seus compromissos”, disse
Dilma no discurso veiculado esta noite (30).
Para a
presidenta, com a queda da taxa básica de juros e inflação estável, os bancos
privados estão sem argumento para explicar a manutenção dos altos juros
cobrados dos clientes. “O setor financeiro, portanto, não tem como explicar
essa lógica perversa aos brasileiros. A Selic baixa, a inflação permanece
estável, mas os juros do cheque especial, das prestações ou do cartão de
crédito não diminuem”.
Para pressionar
os bancos privados, a presidenta espera contar com a pressão dos próprios
clientes, que podem estimular a competição entre os bancos. “É bom, também que
você consumidor, faça prevalecer os seus direitos escolhendo as empresas que
lhe ofereçam melhores condições”, disse.
Dilma Rousseff
espera que os bancos privados sigam os mesmos passos dos bancos públicos, que
reduziram as taxas das linhas de crédito voltadas ao consumo e do cheque
especial. “A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil escolheram o caminho
do bom exemplo e da saudável concorrência de mercado, provando que é possível
baixar os juros cobrados dos seus clientes em empréstimos, cartões, cheque
especial, inclusive no crédito consignado”.
De acordo com a
presidenta, somente quando os juros nacionais chegarem ao patamar das taxas
internacionais, a economia brasileira “será plenamente competitiva”, saudável e
moderna.
Para fortalecer a
economia do país e estimular a abertura de vagas de trabalho, Dilma citou que,
no governo dela, retirou impostos incidentes sobre a folha de pagamento, “dando
mais alívio ao empregador e mais segurança ao empregado”. E defendeu a
necessidade de se investir em educação de qualidade "em todos os
níveis" e, também, na qualificação e treinamento dos trabalhadores.
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