A Febraban – Federação Brasileira dos Bancos não sabe com quem está mexendo.
A presidente Dilma mandou o seguinte
recado para a Febraban: “Quem fala demais dá bom dia a cavalo”.
Na
segunda-feira o economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg assinou
relatório criticando a redução dos juros e questionou o potencial efeito dos
juros mais baixos sobre a oferta de crédito. O economista chamou a atenção para
a elevação do nível de inadimplência no país e afirmou que: “Você pode levar um
cavalo até a beira do rio, mas não conseguirá obrigá-lo a beber água”.
A
realidade é outra por trás deste relatório. Na verdade os bancos não querem
deixar de ter lucro extraordinário e fácil. Também não querem concorrência e muito
menos perder os benefícios que um oligopólio pode lhes garantir. Registre-se
aqui que em 2011 os cinco maiores bancos do país obtiveram lucro líquido na
ordem de R$ 51 bilhões (Itaú – R$ 14,6 bi; Banco do Brasil – R$ 12 bi; Bradesco
– R$ 11 bi; Santander – R$ 7,8 bi e Caixa Econômica Federal – R$ 5,2 bi).
Mas
a Febraban não sabia que no Palácio do Planalto tem uma presidente mineira “cabra macho”,
que não gostou do tom usado pela federação (bancos associados) e exigiu
imediata retratação. A presidente interpretou a frase como uma provocação
dos bancos e mandou o segundo o recado de que não quer ouvir outras
manifestações políticas da federação contra o governo.
Este
relatório divulgado na segunda-feira foi a gota d’água. Aliás, a segunda gota d’água.
A primeira foi uma declaração do presidente da Febraban, Murilo Portugal, ao
deixar claro que a obrigação da redução dos juros estaria com o governo, ou
seja, a culpa do spread bancário seria do governo e não da ganância dos bancos
por lucro.
Os
jornais desta quarta-feira informam que vários presidentes de bancos ligaram tentando desfazer o mal entendido e reafirmar que estão
comprometidos com o projeto do governo de reduzir os juros. Viram que estão
mexendo num vespeiro chamado Dilma.
Não
vamos tirar a responsabilidade do governo nisso. O governo fez sua parte ao
usar os bancos públicos para estimular a competição, mas ainda tem que fazer
mais reduzindo os tributos e também os depósitos compulsórios.
Registre-se
que a Febraban está com muita saudade das eras FHC e Lula, quando não eram
incomodados. Vamos ficar de olho, pois os bancos vão querer a volta do Lula.
Boa análise. A Dilma vai mudar o Brasil mais que o Lula. Este (e o outro) Sardenberg são canalhas!
ResponderExcluirMarco Tulio Motta
Obrigado. O Sardenberg (CBN) é um liberal que está ficando fora de moda. Quase ninguém compra mais seu discurso. O Sardenberg (Febraban) virou boi de piranha ao cumprir ordens do seus associados e se deu mal.
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