15/06/2012
Do G1, em Brasília
O nível de
atividade econômica do país iniciou o segundo trimestre deste ano em alta,
segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (15) pelo Banco Central. Em
abril, o Índice de Atividade Econômica do BC, o IBC-Br, que busca antecipar o
resultado do PIB, somou 140,53 pontos, com elevação de 0,22% contra março
deste ano (140,22 pontos), segundo a autoridade monetária. Trata-se do maior
crescimento desde fevereiro (+0,55
Nos quatro
primeiros meses deste ano, na comparação com igual período de 2011, a
elevação foi de 0,78%, segundo números da autoridade monetária. Neste caso, a
comparação foi feita sem ajuste sazonal – considerada mais apropriada por
economistas.
A previsão oficial
do Ministério da Fazenda para o crescimento da economia brasileira
neste ano está, até o momento, em 4%. Entretanto, o ministro Guido Mantega tem
se comprometido com o objetivo de crescer mais do que 2011
(2,7%). Para o BC, o crescimento será de 3,5% neste ano. Já o mercado
financeiro projeta uma expansão da economia de 2,5% em 2012.
IBC-Br
Antes divulgado por
estados, e por regiões, desde o início do ano passado o indicador passou a ser
calculado com abrangência nacional. O índice do BC incorpora estimativas para a
agropecuária, da indústria e do setor de serviços, além dos impostos.
"A estimativa
do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores da economia
acrescida dos impostos sobre produtos, que são estimados a partir da evolução
da oferta total (produção mais importações)", explicou o Banco Central.
Definição
dos juros
O IBC-Br é uma das
ferramentas utilizadas pelo Banco Central para definir a taxa básica de juros
da economia brasileira. Com crescimento menor, por exemplo, teoricamente há
menos pressões inflacionárias. Atualmente, os juros básicos estão em 8,5% ao
ano (a menor taxa da história).
Os juros estão
caindo desde agosto do ano passado para estimular o nível de atividade
econômica, em meio aos efeitos da crise financeira internacional. A previsão do
mercado financeiro é de que a taxa básica recue para 8% ao ano em
julho - patamar no qual terminaria 2012.
Pelo sistema de
metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para
atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2011 e 2012, a meta central de
inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais
para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem
que a meta seja formalmente descumprida.
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