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quarta-feira, 16 de abril de 2014
Faltam 57 dias para o nosso maior vexame
Tomo um café, ligo o computador e resolvo ler primeiro as notícias de BH e Minas Gerais (Jornal Estado de Minas Gerais). A primeira notícia que leio diz respeito a uma visita técnica que vereadores fizeram ontem a Rodoviária de BH para levantar problemas de mobilidade. Eu pergunto: Esta visita não deveria ter sido feita no mínimo 2 anos atrás?
Continuo lendo a notícia e os principais problemas identificados são:
- Esteiras rolantes desativadas há 30 anos,
- Goteiras no teto,
- Sinalização em apenas um idioma
- Baratas em áreas próximas à lanchonete,
Segundo os vereadores, eles prometem cobrar medidas urgentes da prefeitura, mas questões prioritárias, como acessibilidade e melhoria da estrutura física, não têm data para começar a ser tratadas.
O gerente administrativo da rodoviária, se defende afirmando que muitas providências foram tomadas para que os problemas do terminal fossem resolvidos a tempo da Copa do Mundo. No entanto, ele admite que nada ficará pronto até o evento e que as intervenções esbarraram em questões orçamentárias. “Uma concorrência pública será lançada em breve para reparos no teto que resolvam a questão das infiltrações”, disse. O processo, no entanto, precisa seguir os trâmites legais e, para isso, as obras não ficam prontas até o Mundial. Segundo Coutinho, o reparo das esteiras rolantes não pode ser feito, porque o equipamento, de origem alemã, é antigo e as peças não são mais encontradas no mercado. A melhoria na sinalização, que contemple ainda outros idiomas, tampouco tem cronograma marcado. “Temos funcionários capacitados para atender estrangeiros na recepção e nos demais serviços”, afirma o gerente.
Conclusão: algum burocrata/tecnocrata imaginou que os turistas devem chegar somente pelo ar. Ou seja, o mineiro e turista de outro estado que comprou ingresso para algum jogo da Copa do Mundo em BH e que decidiu vir de ônibus foi considerado de segunda classe, desmerecendo um tratamento melhor por parte da rodoviária. E pela desculpa porca do gerente da rodoviária, comprovamos mais uma vez nossa incompetência e despreparo para organizar grandes eventos.
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